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Hospitais investem em obra para aumento de leitos
25/05/2011

A falta de leitos no Brasil é um problema que sempre atingiu os hospitais públicos, pois além de não receberem verbas suficientes, não há espaço para atender os mais de 145 milhões de pessoas que dependem desse setor.

Nos últimos anos o setor privado também tem sofrido com essa deficiência. Prova disso é o fechamento de hospitais privados na região metropolitana de São Paulo, de acordo com informações divulgadas no mês passado. Nos últimos cinco anos, 15 hospitais fecharam e entre 2005 e 2009, mais de 11 mil leitos foram perdidos em todo o país. Outro fator que tem contribuído é o aumento da renda das famílias, proporcionando-as a busca por planos de saúde.

Para reter essa diminuição três grandes hospitais estão investindo em obras de ampliação para elevar o número de leitos. As obras incluem tanto deslocamento das áreas administrativas para liberar mais espaço, quanto a construção de novos prédios.

O Hospital Albert Einstein, que atualmente conta com 600 leitos, está investindo R$ 1,5 bilhão para elevar a 720 o número de leitos, além de outros projetos. Já o Hospital Sírio Libanês pretende dobrar seus atuais 350 leitos. 

Um outro exemplo que mostra a preocupação do setor privado com a assistência de seus consumidores é o Hospital Samaritano de São Paulo, que inaugurou mais um prédio com 60 mil m². Com o investimento de R$ 180 milhões o novo complexo tem 19 andares e conta com 23 leitos de UTI, 80 de internação e dois andares de medicina diagnóstica.  

A iniciativa dos hospitais privados em investir na ampliação está começando a se tornar uma tendência, pois com o crescimento financeiro das famílias de baixa renda, a busca pelos planos de saúde está aumentando e, consequentemente, o fluxo nos hospitais também irá aumentar. 

Para se ter uma idéia de como o número de beneficiários está aumentando, o Brasil fechou o ano de 2010 com 45.570.031 de pessoas com planos de saúde. Um crescimento de 8,7%, para ser mais exato 3.646.392.

Esses dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram que os hospitais, não só os privados, realmente têm que se aprimorar para dar conta do recado, caso contrário a única diferença entre os setores público e privado será que, em um deles, o usuário tem que pagar.


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