Sexta-feira 25/05/2018
Advocacia Dagoberto J.S.Lima - Newsletter
Maior renda média deverá ajudar o fortalecimento do setor de saúde em 2012

SÃO PAULO - O aumento da aversão ao risco com a crise europeia tirou o fôlego do mercado acionário brasileiro em 2011, e muitas ações começam 2012 em patamar mais baixo do que iniciaram o ano anterior. Em momentos de instabilidade, especialistas recomendam o foco em setores mais resilientes, como energia, telecomunicações e saúde. Este último setor conta com uma combinação de demanda alta, constante e pode atrair investidores neste ano que se inicia.

 

Além disso, trata-se de um setor que acompanha principalmente a economia nacional, um privilégio em momentos de crises externas, afirma o analista Rafael Frade, da Bradesco Corretora. "O consistente aumento do salário real no Brasil tem um impacto direto nos planos privados de saúde pública, já que existe uma percepção de que o setor público não providencia serviços de qualidade", afirma o analista. Frade acredita que o bom desempenho do mercado de trabalho formal e da renda média são fatores que deverão sustentar a expansão do setor.

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Plano de saúde: com mais custos, desafio das operadoras é financiamento

SÃO PAULO – O grande desafio das operadoras de saúde, no momento, é o financiamento da atividade, conforme avalia o presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Márcio Coriolano.

 

De acordo com o CQCS (Centro de Qualificação do Corretor de Seguros), o presidente explica que o setor enfrenta custos crescentes, por conta da incorporação de tecnologias e do aumento da demanda por serviços de saúde. Em sua análise, é importante que as operadoras passem a incentivar os beneficiários, no sentido de adotar hábitos saudáveis.

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Número de clientes cresce, mas planos reduzem leitos

Mais usuários e menos leitos. Esse é o panorama do setor de saúde privada ao longos dos últimos três anos, segundo apontam números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). De setembro de 2009 até o mesmo mês de 2011, o número de contratos de plano de saúde cresceu 13,5% – de 41,4 milhões para 47 milhões. Por outro lado, os leitos caíram em 10,45% – de 511,6 mil a 458,1 mil (somadas as redes pública e privada).

 

“As operadoras venderam mais planos em comparação com o número de leitos. Essa é a realidade”, afirma Dante Montagnana, presidente do Sindicato dos Hospitais de São Paulo (Sindhosp). “Esse é um problema que deve ser solucionado pelas empresas, e não pelos hospitais. E a ANS deveria sentar com as operadoras e resolver isso.” O problema é que a ANS não regulamenta a parte de leitos que as operadoras de saúde oferecem.

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Em plena expansão

No balanço preliminar de 2011, as operadoras de planos odontológicos comemoram os resultados. Na OdontoPrev, diz Renato Velloso Dias Cardoso, diretor de Desenvolvimento de Mercado, desde 2002 a taxa de crescimento anual médio da companhia é de 28%. “Encerramos o terceiro trimestre de 2011 com mais de 5,4 milhões de beneficiários, um acréscimo de 879 mil vidas em 12 meses”. O resultado, ainda de acordo com ele, se deve ao crescimento orgânico da empresa, com diversificação dos canais de distribuição junto a não só grandes corporações, mas com a implantação do benefício dental para pequenas e médias empresas.

 

Na MetLife, antecipa Márcio Magnaboschi, diretor comercial, “continuamos a apresentar um dos maiores crescimentos do mercado (média de 70% ao ano). Superamos 160 mil novos beneficiários em 2011, atingindo a marca de 500 mil na carteira consolidada, com apenas três anos de operação. Esses números colocam a MetLife definitivamente como uma das principais operadoras do segmento”, comemora.

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