Sexta-feira 23/02/2018
Advocacia Dagoberto J.S.Lima - Newsletter
Qual é o futuro das pequenas e médias operadoras?

Qual é o futuro das pequenas e médias operadoras de saúde? A questão preocupa a cabeça dos empresários e tem colocado em xeque a própria sustentabilidade do setor. No horizonte, a expansão do rol de procedimentos – com começo previsto para 2014, que implica na incorporação obrigatória de novos procedimentos e, por sua vez, mais gastos. No presente, a difícil realidade de tentar sobreviver em meio as grandes, obedecendo as mesmas regulamentações que incluem normas de estrutura mínima e prazos para atendimento. 

Diante da discussão, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reconhece o cenário adverso, mas como autarquia reguladora se posiciona para garantir o acesso ao beneficiário ao invés de promover “possíveis incentivos”. “O papel da agência não é incentivar ou não incentivar, e sim estabelecer padrões e regras que devem ser observados do ponto de vista assistencial e econômico-financeiro”, afirmou o diretor da autarquia Leandro Tavares, durante evento em São Paulo.

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Inflação em saúde afeta investimentos em hospitais

A inflação do setor de Saúde já chega a 16,5% em 12 meses, contra uma inflação oficial (IPCA) de pouco menos de 6% no período, informa o Sindicato dos Hospitais do Município do Rio de Janeiro (Sindhrio), entidade que representa cerca de 2 mil instituições na cidade, entre hospitais, clínicas e casas de saúde. A inflação na saúde é mais alta por conta da permanente incorporação dos avanços tecnológicos e científicos aos serviços médico-hospitalares e também pelo emprego de um grande contingente de mão-de-obra especializada. Essa distorção tanto prejudica o atendimento aos clientes como apimenta a relação entre hospitais/médicos, de um lado, e planos de saúde, de outro. 

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) estabeleceu prazo até o dia 30 de outubro para que as empresas operadoras de planos firmem contratos com cláusulas claras de reajuste com os hospitais. O presidente do Sindhrio, Fernando Boigues, ressalta que a redução na receita tem gerado desequilíbrio às instituições de saúde, impedindo novos investimentos em unidades e leitos à altura da crescente demanda. No município do Rio, a rede privada emprega mais de 40 mil profissionais, entre médicos, enfermeiros, odontólogos, psicólogos e pessoal administrativo. Os problemas dos hospitais poderiam ter sido atenuados se o governo não tivesse deixado o setor de fora dos programas de desoneração da folha de pagamentos. “Inexplicavelmente, o governo ignorou o setor, a despeito de sua importância social e econômica”, lamenta Boigues.

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18º Congresso dos Corretores discutirá rumos da saúde suplementar

Quais são as perspectivas e tendências do mercado de saúde suplementar? Essa pergunta será respondida no segundo dia (17/10) do 18º Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros, durante o painel que contará com as presenças dos presidentes da FenaSaúde e da Bradesco Saúde. Márcio Coriolano; da SulAmérica, Gabriel Portella Filho (vice da FenaSaúde); e do grupo Amil, Edson de Godoy Bueno (que também é vice da FenaSaúde); além do diretor da FenaSaúde e da Porto Seguro Saúde, Newton Pizzotii. O painel terá como mediador o jornalista Sidney Rezende, da GloboNews. 

Atualmente, menos de 25% da população brasileira têm um plano ou seguro saúde. Mas, as perspectivas são favoráveis. Os dirigentes da FenaSaúde acreditam que o setor continuará crescendo forte em 2013, favorecido pelas taxas baixas de desemprego, aumento do número de pequenas e médias empresas e crescimento da massa salarial das classes C e D.

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As comemorações e as frustrações dos 25 anos do SUS

Estamos celebrando os 25 anos do Sistema Único de Saúde (SUS). Duas décadas e meia depois, temos muitas coisas para festejar e algumas frustrações que precisam continuar na pauta e no coração daqueles que efetivamente querem um SUS para todos. O grito das ruas nos obriga a construir hegemonia neste novo cenário e repactuar a cidadania e a democracia. 

Mesmo que o subfinanciamento tenha sido usado em muitos momentos como bode expiatório para uma gestão ineficiente, na verdade, faltou sustentação financeira para a universalização do SUS, que até agora não conseguiu ser um sistema único. Nos últimos anos, a cobertura do setor suplementar aumentou de 20% para 33% da população, e o desembolso para a saúde suplementar é direto. Mas precisamos tomar as ruas com o movimento Saúde 10, que reivindica do governo federal investimento de 10% em saúde sobre a receita bruta. Não temos a certeza de que isso venha de fato a acontecer.

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