Sexta-feira 23/02/2018
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Prevenção pode dar desconto em plano
Planos de saúde poderão conceder até 30% de desconto na mensalidade e bonificações para clientes que aderirem a programas de envelhecimento saudável e prevenção de doenças. Esses incentivos serão discutidos na consulta pública que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) abre de 16 de maio a 14 de junho.

De acordo com a gerente-geral de regulação assistencial, Marta Oliveira, nos últimos cinco anos a agência vinha cobrando dos planos programas de prevenção de doenças. "Os planos achavam que não eram responsáveis pelo cuidado com o beneficiário. Mas a gente vem dizendo que é o plano quem sabe que aquela pessoa chegou aos 40 e não fez determinado exame."
Ela explica que a agência quer evitar o "mau uso" desses incentivos. O desconto tem de ser linear para o produto oferecido - não pode haver diferenças entre faixas etárias. A operadora não pode atrelar o benefício a resultados, como redução de peso. "O incentivo é para aquele que aderir ao programa. Não se pode exigir que a pessoa tenha determinado resultado de saúde porque outros fatores interferem, como a genética", explica.

Cada operadora deve montar seu programa. O desconto valerá para aqueles que fizerem parte do programa de acompanhamento do envelhecimento. A bonificação - gratuidade no plano dentário ou no resgate aéreo, por exemplo - vale para quem aderir a programas de prevenção de doenças. "É uma forma de as operadoras concorrerem pautadas não só no preço do produto, mas também na qualidade", diz Marta. Depois de consolidadas as sugestões, o tema volta a ser discutido por uma câmara técnica. A norma deve levar entre dois e três meses para ser aprovada.
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Proibida negociação mínima com planos de saúde
Por determinação do Ministério da Justiça, a partir desta segunda-feira hoje (09), os médicos estão impossibilitados de usar a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM), que define valores mínimos para cobrança de procedimentos e consultas. A norma é adotada pela categoria na negociação com planos de saúde. Segundo a Secretaria de Direito Econômico do ministério, ela fere o princípio da ampla concorrência e tem comprometido o direito do consumidor que contrata o plano de saúde.

A medida preventiva editada pela secretaria foi motivada por movimentos recentes de paralisações nacionais e descredenciamentos em massa organizados por entidades médicas para forçar o reajuste dos valores pagos pelos planos. A Associação Médica Brasileira (AMB), o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Federação Nacional dos Médicos (Fenam) foram notificados e têm até cinco dias úteis para recorrer. 

"Nessa configuração do mercado que se percebeu nos últimos anos, e essa intensificação da ação no ultimo mês, percebe-se que o principal lesado nessa história toda é o consumidor", afirmou o secretário de Direito Econômico Vinícius de Carvalho. 

Segundo o secretário, as entidades aplicam punições administrativas aos médicos que não adotam os valores mínimos determinados pela CBHPM. A prática também está vetada pela medida provisória. Carvalho ressaltou que a intenção não é proibir negociações coletivas, mas estabelecer novos parâmetros que não sejam baseados no estabelecimento de valores mínimos.
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Hospitais precisam saber estocar seus produtos
Uma das principais questões presentes na rotina hospitalar diz respeito à aquisição de materiais e medicamentos para uso diário. Segundo o economista e gerente Nacional do Grupo Elfa, Roger Vallim, as instituições precisam fazer a aquisição de materiais e medicamentos de forma mais assertiva, pois a porcentagem de gastos com esses itens vem crescendo cada vez mais.

Vallim chamou atenção para uma pesquisa realizada pela União Nacional das Instituições de Autogestão em Saúde (Unidas), em 2005, que mostrou a porcentagem de custos que os materiais e medicamentos representam em instituições de Autogestão. De acordo com a pesquisa, materiais representavam 17,4% do custo e medicamentos 16,5%.

De acordo com o economista, os dados são altos e tendem a continuar crescendo, pois as indústrias farmacêuticas estão investindo em novas moléculas caras, porque, quando perdem a patente, precisam de uma nova molécula para sustentar o negócio. 

Segundo ele, o processo de aquisição destes itens deve ser feito de forma conjunta. "É preciso que exista uma decisão compartilhada. Deve haver uma sinergia entre quem prescreve os medicamentos, aqueles que aprovam o investimento e quem realiza o processo", declarou.


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Método que mede produtividade do hospital chega ao País
O Data Envelopment Analysis, ferramenta de gestão utilizada em hospitais internacionais para acompanhamento de produtividade das diferentes unidades, chega ao Brasil com o intuito de trazer melhorias para a organização e o funcionamento do âmbito da saúde. A solução foi adequada pela T Química Brasil, empresa que atua no ramo de tecnologia e biotecnologia.

"A ferramenta utiliza como base as informações presentes no banco de dados dos hospitais e gera gráficos que mostram a eficiência relativa do local", declarou o diretor comercial da T Química, Felipe Sátiro. Ele disse que em poucos minutos, é possível saber, por exemplo, se o número de médicos disponíveis no lugar é suficiente para atender à demanda de pacientes diários. 

Outro beneficio diz respeito à economia e direcionamento de investimentos que a instituição pode fazer, caso tenha essa tecnologia. Isso porque, diante das amostras, os gestores têm a chance de saber as áreas que mais necessitam de cuidados. 

Segundo Sátiro, por meio de cálculos matriciais, as organizações ficam munidas de dados que informam quais as falhas que causam a ineficiência de determinadas áreas de um hospital. E, com estes dados, podem elaborar estratégias capazes de reverter estas situações e melhorar os resultados qualitativos do local. 

O sistema separa os dados em categorias denominadas inputs (insumos) e outputs (produtos). As amostras inputs podem ser compreendidas, por números de pacientes internados, médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, servidores administrativos. 


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Planos de saúde têm recorde de beneficiários

O Brasil fechou 2010 com 45.570.031 beneficiários de planos de saúde, registrando o maior crescimento anual desde o início da publicação do Caderno de Informações da Saúde Suplementar, feito pela Agência Nacional de Saúde (ANS).

A alta foi de 8,7%, isto é, exatos 3.646.392 possuidores de planos a mais, em relação aos 12 meses anteriores. O resultado é consequência da boa fase da economia brasileira, que cresceu 7,5% no ano em questão e apresentou menor taxa de desemprego, 5,4%, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A participação dos planos coletivos saltou de 72,5% em dezembro de 2009, para 74,2% em dezembro de 2010. O setor de atividade com maior número de beneficiários é a indústria (extrativas e de transformação, eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduo e descontaminação e construção), com 29,6% dos beneficiários de planos coletivos.
Os planos individuais, por outro lado, tiveram sua participação reduzida no mercado nacional, passando de 21,7% para 20,9%.

A maioria dos beneficiários de planos de saúde faz parte da população economicamente ativa e tem entre 19 e 59 anos (63%). Esta foi a faixa com maior crescimento acumulado no período entre 2005 e 2010 (33%). Outra faixa que vem registrando crescimento gradativo é a dos beneficiários com 59 anos ou mais: 31,3% nestes 5 anos. Esta é uma tendência, devido ao envelhecimento natural da população brasileira.


Leito de luxo em São Paulo

Hospitais de ponta constroem novos prédios e deslocam áreas administrativas para liberar espaço e abrigar mais pacientes.

A falta de leitos deixou de ser característica só de instituições públicas em São Paulo, à medida que se expandiu a renda e, com ela, o acesso a planos especiais de saúde.

Muitos hospitais têm em curso obras de ampliação.

No Albert Einstein, um investimento de R$ 1,5 bilhão pretende, entre outros projetos, elevar para 720 o número de leitos em 2012. Hoje há 600 leitos, ante 480 há cerca de três anos.
"É o crescimento da economia. Apesar das expansões, há uma tendência a falta de leitos", diz Claudio Lottenberg, presidente do hospital. "Possivelmente teremos de fazer mais no futuro."

O Sírio-Libanês deve dobrar seus atuais 350 leitos.

"Deslocamos áreas administrativas para transformar em leitos", diz o superintendente Paulo Chap Chap. "Frequentemente não se consegue hospedar. Com o passar das horas, conseguimos, mas cria desconforto."

Outro exemplo recente é o Hospital Samaritano de SP, que acaba de abrir mais um prédio, para o novo complexo de 60 mil m2. São 19 andares com 23 leitos de UTI, 80 de internação e dois andares de medicina diagnóstica, segundo José Antônio de Lima, superintendente. O investimento é de R$ 180 milhões.


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